Certa manhã, Koto San e a sua avó, curvadas diante das suas taçinhas de chá, tomavam o pequeno almoço. "Como eu gostava de ter muito dinheiro para comprar papel colorido para cobrir as paredes desta nossa salinha a fim de se tornar mais agradável", disse a avó San, "este vento sopra por entre as frestas das paredes. Fazias bem se colocasses um chale sobre os ombros para ires para a escola, Koto San". Esta era uma menina muito dócil e prometeu seguir os conselhos da sua avó, logo que terminasse o pequeno almoço. "Avó," disse ela, "poderias comprar papel vermelho guarnecido de pequenas flores brancas?" Por sua vez a avó prometeu que tentaria, mas como não tinha muito dinheiro, ela não sabia se havia possibilidades para comprar o tal papel.
CARTÃO 2
Koto San partiu para a escola saltitando de alegria. Ela estava de tal modo contente por ir à Escola da Missão! A professora estava sempre contente; falava-lhes de Jesus e dizia-lhes também quanto Ele a amava a ela, Koto San. Ela tinha aceitado o Senhor Jesus como seu Salvador. Como ela gostaria de falar do seu Salvador à avó, mas esta havia-lhe dito que jamais trouxesse para casa "o terrível livro do demónio estrangeiro" – era assim que ela chamava à Bíblia – ou mesmo de falar de Jesus no decorrer de qualquer conversa em casa. Mas a menina não desesperava, quando chegasse o momento próprio, o Senhor lhe daria, sem dúvida, ocasião para falar.
Koto San partiu e a avó começou logo a vestir-se. Vestiu o seu melhor kimono, aquele que tinha mangas longas e um cinto vermelho brilhante. Começava a pensar para si se tinha feito bem em enviar a neta à Escola da Missão, desobedecendo assim ao sacerdote budista. Mas... era bem necessário que ela frequentasse uma escola e sem dúvida que esta era a mais barata. Assim a avó esqueceu as suas preocupações e dirigiu-se ao mercado. A passos miudinhos lá foi descendo o caminho.
CARTÃO 3
Chegada que foi ao mercado, parou nas vendas da carne, do peixe, dos tecidos e de tudo o que se podia desejar. Mas... não possuía dinheiro para aquelas coisas. No fim do mercado ela procurou a loja do papel pintado. Viu as diferentes qualidades de papeis, mas de cada vez que o vendedor lhe dizia o preço, ela sacudia tristemente a cabeça, na verdade não havia um único papel que estivesse a bom preço para a bolsa da avó San. Triste e lentamente, ela tomou o caminho de casa. Ao passar por aquela casinha branca ela reparou na erva verdinha...
CARTÃO 4
... uma caixa. Lançando uma rápida vista de olhos para um e outro lado da rua, na esperança de ver aparecer o dono da caixa, mas... nada. Ninguém parecia interessar-se por aquela caixa. Talvez alguém a tenha perdido? Alguém a teria deitado fora? Rapidamente a avó San pegou nela e observou-a por dentro. Mal pode falar, pois lá dentro estava uma pilha de folhas de papel pintado! Sobre toda a superfície de todas as folhas, havia pequenas manchas pretas. As folhas não eram grandes, mas eram tantas que certamente teria as suficientes para cobrir toda a parede. Outra vista de olhos lhe deu a certeza de que ninguém a observava e então dum só gesto guardou a caixa debaixo da sua grande manga. E, de novo, os seus pequenos pés a levaram, agora alegremente, para casa.
Koto San em breve voltou da escola. Abriu a porta de par em par e entrou em casa.
CARTÃO 5
"Avó" disse ela "compraste o papel para as paredes. Como tu és boa!"
Koto San aproximou-se duma das paredes e parou... conteve a respiração de tanta alegria, pois ali na parede, mesmo na sua frente se encontrava a Bíblia. Temeu a reacção da avó. Se ela algum dia sonhasse... por isso ela ficou calada.
A avó, tão atarefada em colar todo o papel, nem prestou atenção à neta. Acontece que a avó San não sabia ler, portanto ela não podia saber que estava a guarnecer as paredes com páginas da Bíblia. Nenhuma palavra podia descrever a alegria de Koto San e assim ela limitou-se a perguntar à avó se queria que a ajudasse: "Eu posso aplicar o papel aqui ao fundo e isso poupar-te-á," disse Koto San, apressando-se a procurar as páginas que continham as suas passagens e versículos preferidos. E então as ia colando de modo a poder lê-las quando se sentasse ao lado.
Muitos dias foram precisos para colar todo o papel. A avó estava feliz com a ideia de ter uma sala mais confortável durante o Inverno. E sobretudo por o papel não lhe ter custado nada. Koto San estava igualmente alegre, pois podia ler a Bíblia quando desejasse – ali mesmo, na sua parede.
CARTÃO 6
Uma tarde, depois do jantar, Koto San vira-se para a avó e diz-lhe: "Avó, acredita se quiseres, mas neste momento o papel da parede está a falar-me!" "Fala-te? Que é que estás a dizer minha filha?! Como pode ser isso?"
A avó San ficou intrigada e perplexa.
"Pois bem, ele conta-me como o Grande Deus, lá do céu, fez o sol, a lua, e as estrelas e diz-me ainda que Deus criou os peixinhos, as ovelhas e todos os animais e pessoas que estão na terra." Koto San falava com doçura. "Está mesmo ali o que estás a dizer?" perguntou a avó. "Como é engraçado, e eu que não entendo nada, diz mais alguma coisa?"
"O sim, conta como o primeiro homem e a primeira mulher desobedeceram a Deus, depois de Ele lhes ter dado um belo jardim para viverem, contudo o que podiam desejar. O papel diz ainda que Deus expulsou a Adão e Eva do Jardim do Eden." À medida que a menina falava, a curiosidade da avó era despertada. "Que mais? Que diz o papel? Mas é engraçado eu não podia ouvir nada!", e colava o seu ouvido à parede.
"O papel diz que foi por causa do pecado em seus corações que o Senhor Deus não permitiu que eles continuassem no Jardim!"
A avó sentou-se tranquilamente por alguns instantes e disse: "Amanhã escutaremos para ver se ele nos diz alguma coisa mais."
Assim cada dia a avó San esperava pacientemente a vinda da escola da sua neta e todos os dias Koto San contava à avó as histórias do papel de parede e num ápice, a avó aprendeu que Deus tinha enviado o Seu Filho para morrer pelos pecados de todo o homem. Que maravilhosa notícia anunciava aquele papel!
CARTÃO 7
Um dia, enquanto Koto San estava na escola, a avó foi ter com o sacerdote budista para lhe perguntar se aquela história era verdadeira ou não. Ela deve ser verdadeira, dizia ela, pois nenhuma outra história lhe havia falado ao coração como aquema. Mas quando o sacerdote soube o que ela tinha feito com a caixa do papel ele ficou muito zangado "Esse livro é do demónio estrangeiro," gritou-lhe, "foi isso que a senhora colou na parede!" E ao dizer isto, pô-la na rua e fechou-lhe a porta na cara.
Lentamente a senhora San desceu o carreiro até à sua casa. A cabeça baixa com os olhos marejados de lágrimas, ela tremia. Podia ser um livro tão terrível? Então porque seria que ela sentiu tanta alegria quando a sua neta lho leu? Se este papel era a Bíblia, então era um bom livro. De repente ela parou. Se este livro era mesmo a Bíblia então as pessoas que viviam na casa branquinha onde ela o havia encontrado saberiam dizer-lhe se esta história era verdadeira ou falsa. E com um passo decidido, dirigiu-se para a tal casa. Atravessou a erva, subiu as escadas e esperou à entrada da porta, depois de ter batido docemente.
CARTÃO 8
Uma dama estrangeira, de pele branca, veio abrir a porta e convidou-a a entrar. A avó San notou o bonito rosto que sorria e disse para si própria: "Em todo o caso, não tenho medo de vir aqui." Depois de se ter sentado começou a contar a esta senhora o que tinha acontecido.
A missionária, pois era ela, escutava atentamente, depois pegou numa Bíblia que se encontrava ali mesmo em cima da mesa. Enquanto abria o Livro, a avó San olhava por cima para ver as páginas. É isto mesmo, é o meu papel de parede! "O diga-me, as histórias contidas neste livro são verdadeiras? É verdade que Deus me ama?" A missionária deu-lhe a certeza cheia de alegria, afirmando-lhe que Deus a amava. "Escute o que diz aqui em João 3:16: 'Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna.' E João 6:37 diz: 'Todo o que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.'"
E antes que a missionária pudesse ler qualquer outra palavra, a avó San exclamou: "Eu quero aceitar o Filho de Deus como meu Salvador."
CARTÃO 9
As duas se ajoelharam e a missionária orou em voz alta. E em breve, esta chorando de alegria, agradecia a Deus por a ter feito encontrar aquela Bíblia - o seu papel de parede - que lhe tinha falado do amor de Deus por ela. E a seu pedido, Jesus veio fazer morada no seu coração e foi para ela o seu Salvador.
Feliz ela se apressou para entrar em casa. Ali chegada disse à sua netinha que entrava nessa mesma altura: "Koto San, sabes o que aprendi hoje, concernente ao nosso papel de parede?"
CARTÃO 10
A estas palavras, a pequena parou, deu meia volta e fixou o rosto da avó. Temia ser punida por não ter dito à sua avó toda a verdade. Escutava atentamente o que a sua avó dizia: "O nosso papel de parede é na realidade a Bíblia. Fui ver a missionária, foi ela que me disse, ou melhor ainda, ela me falou de Jesus e eu O aceitei como o meu Salvador."
Koto San saltou de alegria e confessou: "O vovó, Ele é meu Salvador também!" "Esta novidade é boa demais para a guardarmos só para nós. Convidemos os nossos amigos para o chá e façamo-los escutar o que diz o nosso papel pintado."
Koto San correu logo a casa dos vizinhos a fim de os convidar para o chá em casa da sua avó.
CARTÃO 11
E em breve, os vizinhos reunidos saboreavam o chá, escutando Koto San que lhes contava o que o papel dizia. Antes de saírem, eles disseram: "Como é maravilhoso ter um papel de parede que fala, mas o mais maravilhoso é que ele fala do imenso amor de Deus. Nós voltaremos com todo o gosto."
E foi assim que Koto San e a sua avó deram verdadeiros estudos bíblicos aos seus vizinhos, reunidos naquela pequena sala, pelo "papel pintado que falava".
(Esta história é verdadeira)
Nota de instrução no final do documento:
Corte as silhuetas, segundo o modelo dado, em papel forte preto ou cinzento. A vossa história torne-se-à mais atraente se cobrirdes cada cartão com papel pintado de cor diferente sobre o qual devem ser pintadas as silhuetas.
A minha intenção aqui é ajudar outras pessoas que, assim como eu, estão sempre em busca de novidades para o trabalho desenvolvido com as crianças . Aqui no meu cantinho você encontrará material para EBD, culto infantil, ideias de visuais para histórias bíblicas, missionárias e objetivas, projetos para datas comemorativas, visuais de cânticos e versículos etc. Caso eu poste algo de sua autoria sem os devidos créditos ou autorização, por favor me comunique postando sua mensagem nos comentários.
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sábado, 14 de maio de 2011
HISTORIA MISSIONÁRIA A LINGUAGEM DO PAPEL PINTADO
HISTÓRIA O PAPEL DE PAREDE QUE FALAVA.
PEGUEI NO FORUM DA EBD.ESCOLADOMINICAL.NET.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA SALVAR EM TAMANHO MAIOR
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Amei a historia amiga!! Parabéns pelo seu capricho e carinhos com seus seguidores! bjos
ResponderExcluirEi minha querida amiga
ResponderExcluirTenho desejado muito que Deus te conceda uma internete mais rápida, porque sei que o seu desejo é grande para ajudar quem precisa atravéz da nete.
A pagina 55 do texto não está abrindo, será preciso postar novamente, quando copio não fica nítido.
Que Deus continue te dando saúde e todas as bênçãos que precisa.
Um abraÇÃO